REFÚGIO NOS TEMPOS DE ANGÚSTIA II
Por que estás ao longe Senhor? Por que te escondes nos tempos de angústia?
Salmo 10.1
O salmista volta a falar nos tempos de angústia. Ele mesmo havia passado por estas estações de tempestades circunstanciais muitas vezes e nelas fez uma terrível descoberta sobre Deus; Pasmem! Ele se distancia e se esconde ao invés de nos dar o senso de sua presença. Daí o salmista perplexo pergunta “Por que?”
Em tempos de angústia...
Não é pecado inquirir a Deus. Nosso teologismo ensina que nunca devemos perguntar a Deus o “por que” e sim o “para que”, ou seja, não é importante saber as razões de Deus e sim as conseqüências das coisas, mas isso é pura bobagem, são palavras de efeito de quem não está ou se esqueceu dos tempos de angústia. O salmista perguntou a Deus: “Por que?”
Deus trabalha a partir da dúvida diversas vezes, e nós ficamos com receio de ter dúvidas, de não ter respostas aos nossos dilemas, de aceitarmos sem nenhum questionamento, de aceitarmos passivamente e quase sempre dizemos: “é assim que Deus quer, vou me conformar”, mas acredito que esta não é uma postura muito saudável.
Deus se afasta e se esconde para que através da dúvida as convicções sejam fundamentadas. As dúvidas sempre levam as convicções. O que não podemos fazer é ficar sempre na dúvida, ela serve apenas de primeiro degrau para que cheguemos as convicções a respeito de Deus.
Por isso as convicções estão, como veremos, no fim do Salmo.
O Salmista pergunta: “Por que te mostras distante?”. E Deus responde: “Para que sua fé seja fortalecida, pois a fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos QUE SE NÃO VEEM.
Em Tempos de Angústia...
Deus se distancia mas não some do mapa. Tudo é apenas uma questão “geográfica”, Deus nunca vai ficar tão distante que não posso amparar. Deus meu amigo está presente na hora da angústia, ainda que distante.
Temos um casal em nossa igreja que recentemente precisou se afastar da filha, não existe um dia em que a mãe não ligue, os pais providenciaram tudo para que ela esteja bem apesar de distante. A menina agora está muito mais presente no coração deles do que quando geograficamente estava perto.
É exatamente isso que Deus faz, o fato de estar distante não implica em orfandade, a distância “aumenta” o cuidado de Deus.
Numa cultura indígena o pai tomava o filho quando este atingia a puberdade e o deixava num local bem distante da maloca por três dias e três noites, vulnerável aos perigos da selva, fazia parte da cultura daquele povo. O filho chorava a noite toda o abandono e o descaso e se perguntava: “Se meu pai me ama POR QUE me deixou aqui?” Quando o pequeno índio cresceu e precisou levar seu próprio filho para o rito selvagem seu pai já idoso disse: faça com seu filho, o que eu fiz contigo”. “O que o Senhor fez?” perguntou o pai do menino. “Enquanto você estava sozinho naqueles três dias terríveis eu estava escondido atrás das árvores, podia ouvir você chorando e se caso alguma fera aparecesse para te destruir eu estaria pronto para te socorrer”.
Em tempos de angústia...
Deus se esconde mas não deixa de ser refúgio. Agora, Deus se escondi como eu me escondia quando brincava de pique-esconde nas ruas do meu bairro quando era moleque, corríamos enquanto o coleguinha contava de um até vinte e depois nos escondíamos atrás das árvores e veículos, mas enquanto estávamos ocultos, ficávamos espiando o coleguinha, atento a seus movimentos, seus gestos e etc...
Deus não tira os olhos de você, por entre as frestas da aparente solidão ele te contempla. Os teus olhos não o podem ver, mas ele fica de lá espiando você segundo a segundo.
Em Tempos de angústia...
Agente descobre o “por que” e o “para que” de Deus. É assim o método divino de transformar agente. No fim do Salmo lá estava o homem que saiu da arrogâcia para humildade (12), da “riqueza” para a pobreza, da raiva para a mansidão (17)
POR QUE Senhor esta transformação?
Por que somente aos humildes, aos pobres e aos mansos, Deus ouve orações (17) e derrama suas ricas bênçãos e a justiça se estabelece para a glória de Deus.
Com carinho
Para você que está no tempo da angústia
Pr. Stênio Verde
Escrito por Pr. stenio Verde às 13h44
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Refúgio em Tempo de Angústia
“O Senhor será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústica” Salmo 9.9

Há tempo para tudo debaixo do sol, diz o sábio Salomão, e há o tempo da angústia. Há tempos de angústica que parecem ser eternos, mas como disse o salmista é apenas um TEMPO de angústia, o tempo passa e angústia se vai, aqui e acolá surgem novamente, se instalam por um tempo determinado mas não se perpetuam, tem vida curta, a longevidade é uma característica rara dos tempos de angústia. Esses tempos podem até se demorar um pouco mas lembre-se que a duração do tempo da angústia é determinada pelo Senhor e que a vida cristã tem duas estações: o tempo da bonança e o tempo da angústia. Graças a Deus quanto termina o tempo da angústia, logo vem o tempo da bonança, pode esperar.
Por que Deus reserva tempos de angústia?
Primeiro porque Ele precisa desinstalar os refúgios baixos dentro de nós. O alto refúgio era o lugar mais seguro para um rei em tempos de guerra, uma torre alta e inexpugnável, também chamada de cidadela, o rei saia dos lugares baixos, lugares vulneráveis e se escudava nessa torre chamada alto refúgio.
Em tempos de angústia Deus passa a ser o nosso alto refúgio, os refúgios baixos que criamos para nós mesmos se mostram inadequados e aumentam a nossa insegurança e a nossa dor. Abrigamos a nossa alma no refúgios baixos das finanças até que vem o desemprego, a crise financeira, a crise mundial, a inflação em alta, a quebradeira geral, o comércio parado e a falência.
Confiamos que a nossa saúde nunca será abalada até que a depressão bate a nossa porta, um acidente de carro, um filho doente e um câncer dão início aos tempos de angústia e deste refúgio de palha corremos para o Alto Refúgio.
O abrigo climatizado que os seres humanos nos oferecem é aconchegante até que vem a traição, o abandono, o divórcio, um filho nas drogas ou no homossexualismo e então corremos para o Alto Refúgio.
É assim que Deus nos tira de nossos telhados de vidro e corremos como loucos para o Alto Refúgio.
Em segundo lugar, precisamos aprender que os tempos de aflição servem para nos levar a uma condição de total dependência de Deus. Veja, primeiro ele destrói o teu mundinho “seguro” e em seguida ele te conduz aquele lugar de repouso, aquele lugar onde você nada pode fazer a não ser ficar ali esperando que tudo passe, esperando que ele faça tudo o que você tentou fazer e não deu certo.
O Alto Refúgio é o lugar de onde Deus age a teu favor.
· Os inimigos retrocedem e caem. Recuam porque os planos deles caíram por terra e eles também. Quando Deus te encontra no Alto Refúgio, Ele destrói os teus inimigos. Deus usa a tua angústia para destruir os inimigos, os seres espirituais da maldade devem ficar apavorados quando você passa por tempos de angústia, porque depois eles é que serão angustiados pela derrota e pelo fracasso. V.3
· Ele nos levanta na última hora. O salmista pensava que era o fim da linha, ele estava na soleira do sepulcro, mas o Senhor dali o levantou. Ele espera muitas vezes que cheguemos no limite de nossas forças, no limiar do fim e então ele nos levanta e a sepultura existencial fica vazia. Louvado seja Deus!
Jonas enfrentou uma situação assim, uma situação de “estado terminal”, todos os seus abrigos foram destruídos e lá estava aquele homem sozinho no oceano, sem bóias salva-vidas, sem apoio de amigos e parentes, a situação não poderia ser pior, ele ainda foi engolido por um grande peixe, estava agora no fundo do oceano, no fundo do estomago, no fundo do inferno, até que de lá gritou do fim de si mesmo; “Oooooooooo Senhor!!!!! e o Senhor se tornou para ele um alto refúgio.
Não tome as palavras ao pé da letra e não se escandalize facilmente com o que vou dizer; Se o profeta não tivesse tomado Deus como seu alto refúgio teria em pouco tempo se tornado num monte de feses depositadas fundo do Mar Meditarrâneo. Estava prestes a passar pelo intestino delgado da opressão, estava entre a boca e o reto da desgraça, mas dalí do inferno fétido clamou: "Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre do inferno, gritei e tu me ouvistes a voz". (Jonas 2.2)
Bem, vocês sabem o fim da história
Daí em diante o jurassico animal transformou-se no primeiro "submarino" da história...
O profeta saiu por onde entrou, o bicho abriu sua boca e o profeta foi vomitado senão...
É melhor ser vomitado, ainda que isso não seja muito agradável.
Existem saída piores!
Um abraço bem humorado.
Pr. Stênio Verde
Escrito por Pr. stenio Verde às 10h00
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O Universo; Uma Casa de Oração
O oitavo salmo é bem interessante e esta semana foi muito precioso para mim. O salmista começa dizendo "Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnifico em toda terra é o teu nome." A princípio fiquei pensando sobre a questão do Senhorio de Cristo e como ele hoje sofre uma inversão total em nossos dias. Hoje muitos evangélicos diriam assim: "Ó Senhor, servo nosso...". Decretam, exigem prosperidade, profetizam orgulhosamente bênçãos e se esqueçem que Deus abençoa a todos, até no quintal dos maldosos Deus faz chover bênçãos, aliás, receber bênçãos hoje é sinônimo de prosperidade material, quando dizem: "O Senhor me abençoou!" você pode traduzir sem medo de errar "entrou mais grana no meu negócio!". Enfim, fazem do Senhor um servo e do servinho orgulhoso, um senhor.
Conquanto, o que me admira neste verso é que o salmista apesar de saber do SENHORIO, percebe que Ele não é um Senhor distante dele mesmo, não é um déspota, um tirano sociopata. Este Senhor que se assenta no trono do Universo se deixa pertencer por criaturinhas tão pequenas e insignificantes quanto nós. Esse Deus imenso é gracioso se entregou a nós dizendo "você é meu e eu sou teu" numa tremenda manifestação de graça, não merecemos este abraço do Eterno, mas este amplexo nos deu o direito de dizer "Senhor nosso!" e assim SENHOR e servo se abraçam numa eterna amizade em que as cobranças, de nossa parte, seriam ainda mais aviltar tal entrega, tal amizade da parte de Dele. Quem assim exige e decreta, desconhece e desdenha tal amizade, é um tolo, não é servo.
Já me basta esta amizade, não tenho nada a decretar e exigir pois tenho tudo, tenho o Senhor, que mais quero?
Só nos resta então o esbabacamento, o pasmo: "...quão magnifico é o teu nome em toda a terra!" A oração que agrada a Deus não se ufana de si mesmo, se orgulha estasiado da magnificência do Senhor. Ele é tão magnífico e de uma magnificência tão onipresente que esta está tatuada em toda terra e grafitada no kosmos, para onde você olha, não existe um só espaço criando por Deus que sua magnificência não estaja presente.
E qual é a razão pela qual ele expos sua glória? Para que olhemos pra tudo isso e suspiremos o suspiro da oração: "Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome". O universo é um santuário de oração. Como alguém pode dizer em sã consciência que não consegue orar? Deve estar louco, deve viver em outras dimensão. Se os elementos da oração são tão numerósos quanto as molécula, os atomos, as pétalas, as flores e as estrelas. Suspeito que Deus colocou tudo isso para que suspirassemos, para que perdessemos o fôlego e cada maravilha criada é um convite especial de Deus a oração. Deus é muito sábio, criou o universo e os sentidos para que orassemos sem cessar. O universo é um mural de suspiros de oração. Quem não ora dentro deste universo está vegetando não está vivendo. Por que o sol nasce e se pôe todos os dias? para que em todos eles eu me curve diante da sua magnificênca. Os rios, as árvores, os pássaros, as gáláxias, tudo, tudo, tudo me diz ore, ore, ore.........respire.
Não é a beleza da flor, nem as corredeiras dos riachos , nem a superfície esverdeada dos mares inquietos, é a beleza de Deus que se reflete em tudo isso que me atrai e me seduz, e que impele a minha boca a sussurar: "ÓÓÓ Senhor!!!!!". É ELE que sabiamente pôs tudo isso e esse é o maior de todos os benefícios que o universo nos presenteia, não é controlar o universo a nossa volta, é cair de joelhos em meio a este kosmos embevecido pelo MAGNÍFICO!
E finalmente observo neste salmo a mensão aparentemente extranha a um bebê: "Da boca de pequeninos e daqueles que mamam suscitaste fortaleza". E eu pergunto? "Que fortaleza pode advir da boca de um infante?". Eu e você somos este pequenino ser, que acabou de sair do útero escuro da existência para a luz imensa do universo da oração, onde palavras não existem, onde Deus e somente ele entende o choro desta criança como a mãe que interpreta a linguagem sem frases de seu bebê. As Escrituras dizem que não sabemos orar como convem, assim como uma criança de peito não sabe usar as letras e as palavras, mas o só gemer e sorrrir que fluem do intimo ser, dizem tudo o que Deus sabe e gosta de ouvir. Portanto, continuemos orando, balbuciando, babando e sorrindo pois quem decreta e exige deixou de ser criança, impede assim que o todo poderoso suscite força através dos lábios infantes da oração.
Não se esqueça, o universo é o seu quarto de oração.
Um abraço carinhoso.
Pr. Stênio Verde
Escrito por Pr. stenio Verde às 12h00
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